Teremos dinheiro para o básico?

E o coronavírus (COVID-19) chegou com força. Gera abalos nos mercados e estagna atividades econômicas, com impactos nas cadeias globais de suprimentos. Com ampliação das medidas restritivas, caminhamos para a recessão global. Neste cenário, caso siga neste curso, serão necessários anos para recuperar as perdas e os impactos na economia, segundo avalia a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Antes de avançar neste cenário, vamos abordar os temores da saúde, que se entrelaçam com o setor econômico. O problema que enfrentamos hoje não é a taxa de mortalidade do COVID-19, mas, a alta capacidade de disseminação do vírus. A taxa de letalidade na Alemanha está em 0,35%, na Espanha 6% e no Brasil, até o momento, está em 1,55%. A Itália está fora da curva e chegou a ficar em 9%, por ser o segundo país com maior número de idosos, depois do Japão, dentre outros fatores.

O desafio brasileiro é de postergar as internações na tentativa de se estruturar para a alta procura de infectados que está por vir como por exemplo, acontece no Hospital das Clínicas de Vitória e no Dório Silva, na Serra. Daí as iniciativas do Governo em tentar estancar a circulação de pessoas e consequentemente as atividades econômicas.

Neste ponto temos o grande alerta e muitos questionamentos. E se as estratégias adotadas pelo do governo não paralisarem a contaminação de forma rápida e a economia prosseguir estagnada? Além disso, quais os impactos na saúde metal da população com a pandemia de informações trágicas, aliadas ao confinamento? Como será possível as pessoas e as empresas sobreviverem com a falta de recursos econômicos? Obviamente, acarretarão em muitas falências e demissões, alta taxa de desemprego e endividamento.

O problema é que, se a economia afunda as vidas irão perecer também. É preciso equilibrar da preservação da vida com a preservação da economia. Ambas se completam e são dependentes uma da outra.
As empresas fecharão, os salários não aparecerão nas contas bancárias e as datas de vencimento dos pagamentos não serão cumpridas. Enfim, as pessoas logo serão confrontadas com o problema de não poderem mais comprar nem mesmo as necessidades básicas. Ou pela razão de as prateleiras estarem vazias ou por, simplesmente, não terem dinheiro para comprar nada.

Para reverter este cenário desolador em curso, a alternativa é de que governos ajudem e realizem pagamentos compensatórios às pessoas e empresas afetadas, além de outras iniciativa para minimizar o impacto. Mas, daí também há riscos de compensações financeiras tão altas que a inflação de preços poderá resultar e agravar o efeito da depressão econômica.

Tenho dificuldade em acreditar em dados satisfatórios divulgados pelos governos chineses e russos. A Rússia se notabilizou em camuflar informações, enquanto a China segue em seu governo comunista, manipulador e perverso. Termino este artigo sem a conclusão, do que é acontece em textos como este, mas com vários questionamentos que seguem permeando nosso cotidiano.