Cenário econômico de pós-guerra

A quarentena em que estamos confinados prossegue, e a angústia pelo que está por vir nos remete ao que muitos apontam como um cenário pós-guerra. Com a economia totalmente paralisada, caminhamos infelizmente para uma das maiores crises econômicas de toda a história, podendo ter um cenário desastroso, alcançando o seu pico nos próximos 50 dias.

E você empresário? Já está tomando providências? Neste panorama nada animador de terra devastada, é importante implementar de forma severa ferramentas de gestão nas empresas. E o PDCA, que sempre foi utilizado de forma vital, pode ser uma das saídas para a sobrevivência todos nós.

Daqui a três meses haverá recessão de toda maneira. Afinal, o mundo está em colapso, o comércio mundial, incluindo muitas fábricas, vão fechando suas portas, apesar da sinalização de ações por porte do governo federal para amenizar a situação.

Lembrando aqui do PDCA, reconhecido mundialmente pela eficiência em solucionar os problemas de empresa, ganhou fôlego no Japão, devastado após a Segunda Guerra Mundial. São quatro etapas para soluções de problemas: P: do verbo “Plan”, ou planejar, D: do verbo “Do”, fazer ou executar, C: do verbo “Check”, checar, analisar ou verificar e o A do verbo “Action”, agir de forma a corrigir eventuais erros ou falhas.

As primeiras ideias referente ao método de gerenciamento veio há tempos, no século 17, com o Método Cartesiano, proposto pelo reconhecido filósofo René Descartes, que aliás é conhecido como o pai da filosofia moderna. Para ele, tudo que existia deveria necessariamente ter uma prova para certificar, com exatidão, o que se estava afirmando.

Mais pra frente, na década no 1930, com os estudos aprofundados do professor e estatístico americano Shewhart, usou o arcabouço dessa ciência para provar e dividir o método de gerenciamento em três etapas: fazer, verificar e agir.

Em seguia, o método chegaria ao Japão pós-guerra, por meio do envio pelo governo americano de uma equipe com seus melhores professores e pesquisadores, dentre eles, William Edwards Deming, considerado o “filósofo do movimento de qualidade”.

Chegando lá, trabalhou duro no método adequando para as necessidades e carências do povo japonês. Com o tempo, a indústria japonesa começou a liderar vários mercados em que concorria, principalmente, o automobilístico e tecnológico. Para muitos especialistas essa mudança de paradigma Japonês foi o marco zero da história da qualidade no Japão. Depois disso, eles criaram em 1951 o Prêmio Nacional da Qualidade, Prêmio Deming, em sua homenagem.

Dependendo da dimensão do problema a ser enfrentado, na incansável busca de solução, deve-se buscar uma sequência lógica e repetindo o ciclo, uma melhoria contínua.

Para enfrentar os tempos que estão por vir, métodos como o PDCA, mesmo depois de todo este tempo do surgimento, se consolidaram como sinônimo de melhoria contínua para as empresas. Por fim, podem ter os sonhados resultados para podermos sair dessa mais fortalecidos.

Fé e planejamento, com ferramentas gerenciais. Este é o caminho!