Empreendedor, técnico ou administrador, qual seu perfil?

Você já parou para analisar qual é o seu perfil comportamental? De uma forma geral, os donos de empresas podem ser definidos como empreendedores, técnicos ou administradores. Para ter sucesso o melhor caminho é dosar um pouco de cada um, mesmo que seja intercalado em determinados momentos de sua vida.

Por exemplo. Como os negócios são montados? Àqueles repletos de ideias e disposto a “ser jogar”? Surgem a partir do ímpeto empreendedor. Mas, cautela também é bom e eu gosto, para não ficar somente pelos sonhos e devaneios e não criar o “Poder do Hábito”, conforme o título do livro publicado em 2012 por Charles Duhigg, ex-repórter do New York Times. Você e a equipe precisa criar rotinas, saber o que está ocorrendo ao redor, caso contrário, ficam todos sem direcionamento.

Daí surge o técnico. Quem tem este perfil é perfeccionista, sempre aficionado para que tudo dê extremamente certo. O resultado é que está sempre ocupado, sobrecarregado. Só que chega a um limite e, daí meu amigo, você não aguenta, chega a exaustão, e é preciso delegar para outras pessoas poderem te ajudar. O dono de negócio com esse perfil, preponderante, não tem uma empresa, ele oferece um emprego a ele mesmo.

Assim, chega ao ponto do afastamento do nível operacional e aparece o perfil administrador, do nível gerencial. A preocupação começa a se voltar para sistematizar os processos, procedimentos, métodos do negócio. Está bem informado, lê livros e está sempre se aprimorando, se torna um líder. A vantagem aí é que, efetivamente, começa a sobrar tempo.

O livro “O mito do empreendedor”, best-seller do autor norte-americano Michael Gerber, fala a respeito do assunto, da importância de ter um pouco de cada um, principalmente do empreendedor. Mas, infelizmente, não é o que ocorre com o empresariado brasileiro – se tornando somente técnico, muitas das vezes – e acaba sendo um dos fatores de insucessos.

Gerber, é fundador da Michael E. Gerber Companies, empresa de treinamento em habilidades de negócios com sede em Carlsbad, Califórnia, aborda que, geralmente quem está à frente de novas empresas acredita que, somente por entender da técnica de seu negócio, já será suficiente para prosperar. Ledo engano, caro leitor. Não ter esta percepção pode ser fatal para o empreendimento e, além disso, executar o trabalho técnico pessoalmente é, na realidade, uma deficiência.

No livro “A Estratégia do Oceano Azul”, lançado em 2005, os autores, Chan Kim e Renée Mauborgne, defendem que o melhor caminho para gestores, empreendedores e empresários: detectar e explorar novos mercados, livres de concorrentes, parar de olhar para a concorrência, inovar em valor e deixar a preocupação para os concorrentes.

Enfim, o que seria do administrador, sem os outros dois? O melhor é encontrar o equilíbrio entre eles, a partir da consciência de qual é o seu próprio perfil e, com o passar do tempo, aprender a administrá-los em seu cotidiano.